terça-feira, 7 de agosto de 2012

Lecionar, transmitir conhecimento? Segunda Paulo freire, lecionar é possibilitar a construção de novos conhecimentos. Tão óbivio e tão difícil de executar. Em sala de aula, diante de um livro, um currículo e 40 alunos que gritam desesperados, a execução parece impossível. Que bom que não é impossível, mas é preciso ter um espírito natural. Se conectar com os estudantes é fundamental para ajudá-los a construirem suas próprias estradas de conhecimento. Em cada rostinho, um universinho. Tanta esperança e luz que eles são, esses meninos e meninas indisciplinados, revoltados com os limítes e com a falta de limítes. São assim mesmo, eu os conheço bem. Todos nos os conhecemos bem. Todos nos já fomos assim. Mais amor e ódio do que solidão e apatia. Mais palavrão e piadas que sermões e elogios. Naqueles dias havia mais graça, mesmo sem sentido a risada e o grito sempre eram os melhores finais , meios e até inícios discursões importantes. Porque na verdade, nessa fase, nada além das proprias vontades importa tanto assim. Tempo privilegiado. Tempo Fundamental para a felicidade. Mas voltando ao assunto, lá estão eles em salinhas apertadas apertados aos montes. Eles querem a minha atenção, mas só me dão suas atenções quando não posso vê-los. Acho que vou chamá-los para conversar.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Canabinóides estimulam a morte de células do cancer

Então galera, fato é que nem só de maconha se vive mas em muitos casos ela é uma esperança de vida. A partir de um caso pessoal de câncer em minha família e pela curiosidade biológica sobre atuação dos cannabinoides resolvi ler mais sobre a atuação de canabinóides em terapias para o tratamento do câncer. Já se conhece receptores de canabinóides endógenos presente em abundancia em diversos órgãos do corpo humano. Esses receptores podem estimular e desencadear vias de sinalização celular. Assim estimulam o apetite, inibem a dor, controlam a ansiedade, e recentemente tem se observado a capacidade de modulação do crescimento e morte celular. O artigo, “Cannabinoid action induces autophagy-mediated cell death through stimulation of ER stress in human glioma cells” publicado no Jornal of clinical investigation; ( Ação de canabinóides induzem à morte celular mediada pela autophagia estimulando o stress do RE (Retículo Endoplasmático) em células de glioma humano”. Esse artigo pode ser encontrado nos bancos de dados do NCBI e foi assinado por pesquisadores de 8 universidades. Entre eles há pesquisadores da escola de medicina da Universidade de Harvard nos Estado Unidos. Os resultados da pesquisa confirmam a apoptose ( morte celular) através da autofagia ( a celula se auto digere) levando a morte de células tumorais. O THC é o canabinóide responsável por ativar a via de estress do Retículo Endoplasmático. Observou-se também que células sadias apresentam uma proteção contra o efeito da autofagia induzida pelo canabinoide THC. Essa característica de atuação do THC é uma vantagem em relação aos quimioterápicos conhecidos que atacam células sadias. A pesquisa com THC e células tumorais apresentou resultados com diminuição de até 80% no crescimento de tumores, o que é muito representativo por se tratar de uma tecnologia ainda em desenvolvimento. O que me pergunto é porquê ainda existe nos setores da saúde, no legislativo, nos centros de pesquisa, profissionais que ignoram o potencial que essa planta tem de cura e de terapia para vários males. Será possível que a simples ganancia e a proteção do mercado farmacéutico serve de argumento para se proibir o uso medicinal. Entre os direitos fundamentais que a constiuição brasileira nos assegura está o direito a vída. Será que os legisladores e o judiciário brasileiro, que zelam pela nossa constituição, podem se dar ao luxo de ignorar uma terapia que além de preservar a qualidade de vida dos doentes que fazem quimioterapia, também tem se comprovado eficiente na redução de tumores de câncer? Também não se pode ignorar outros potenciais de terapia com canabinoide em outras doenças e distúrbios como; ansiedade, dores crônicas, anorexia, HIV, artrite, depressão e glaucoma. O fato de existir receptores de canabinóides em abundancia em nosso corpo, me faz lembrar como as orquídeas coevoluem com seu insetos polinizadores. As orquídeas chegam ao ponto de mimetizarem perfetamente a fêmea da espécie para que os machos ao tentarem acasalar com a fêmea polinizem as flores assegurando a espécie e a variabilidade genética. Enquanto lia os artigos percebi que haviam duas vias de autophagia induzida pelo estress do Retículo Endoplamático. Uma via evolutiva e outra modulada pelo cálcio. Pensei logo; aposto que a via induzida pela cannabis será a evolutiva. E de fato é. Para mim isso é apenas mais um de vários indícios de que a cannabis não faz mal algum. Pelo contrario, o que tem se observado é que seus compostos ativos se acomodam naturalmente aos receptores em nossos corpos e que os efeitos quase sempre benéficos e desejados. Faz alguns dias que tenho percebido posts de amigos do Facebook falando sobre o gaúcho que foi preso por plantar canabis para o próprio tratamento. Hoje eu estou considerando introduzir o óleo de cannabis no tratamento do câncer de uma pessoa muito querida pra mim que luta contra essa doença terrível a 6 anos. Porém, percebi a dificuldade de executar isso devido a ilegalidade da planta e da substancia essencial para o tratamento terapêutico do câncer, o THC. Mesmo que se compre uma boa quantia no mercado ilegal, não há como se comprovar a porcentagem de THC por grama, já que a potencia e a duração do efeito do THC nas células são fatores importantes para a redução de tumores. Além disso a impureza e as más condições de armazenamento e tranporte podem levar a perda de propriedades dos canabinóides. Com isso só resta uma alternativa, o plantio caseiro de sementes pré-selecionadas a expressar uma concentração de THC conhecido para que se possa fazer a dosagem correta. Isso sem contar na economia pública que o desenvolvimento das pesquisas de substituição de quimioterápicos por canabinóides deve gerar. Um caixa de comprimodos de Xeloda hoje custa em torno de 5mil reais enquanto a canabis é grátis na natureza. E os efeitos colaterais dos quimioterápicos convencionais, que muitas vezes se tornam a causa de óbito, não são observados nos efeitos do THC. Ignorância, ganância, atraso ideológico? Não sei bem o que dificulta a legalização da canabis no Brasil. Mas enquanto a legalização não for um fato, muitos cidadãos estão sendo negados o direito de tratamento para várias doenças. Não se pode impedir um ser humano de lutar pela própria vida e daí a prende-lo então é um absurdo sem justificativa. Por isso, antes de julgar movimentos de legalização de drogas como baderneiros ou tentar rebaixar em escala de prioridades, lembre-se que da decisão do STF ou do congresso nacional depende o direito de lutar pela vida e saúde de muitos brasileiros. Diante de pesquisas como a mencionada e do apelo social pela legalização fica clara a inconstitucionalidade da proibição e a necessidade de se investir em pesquisa para aperfeiçoar o tratamentode doenças com canabinóides.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Maconha me faz sorrir!

Com a Marcha da Maconha de Goiânia se apróximando resolvi postar sobre o tema e tive dificuldades em encontrar um perfil de maconheiro para descrever. A imagem estereotipada e envolta em preconceitos só existe hoje na cabeça de alguns mais caretas porque na vida real o que eu percebemos é que todo mundo é um maconheiro em potencial. Pode ser o tio da farmácia, seu médico, a professora do seu filho, o filho adolescente do PM, o cobrador do ônibus, o advogado, o padeiro, a juíza, a presidente e assim por diante.Eu mesma conheço maconheiros de todos os tipos. Ricos e pobres, pretos, brancos, índios, asiáticos etc. Então porquê esse medo tão grande de uma platinha que faz tanta gente feliz sem nenhum preconceito?
Para a mulher existe sempre a repressão machista a certos comportamentos. Até hoje ser mulher e se sentar sozinha em um bar pode ser uma coisa meio constrangedora. Quando não é o garçon perguntando o tempo todo se é só você mesmo, é o bebado da mesa ao lado que acha que mulher sozinha em bar ta querendo levar cantada. Tabaco eu nem falo, apesar de ter o habito de fumar acho ruim tanto pra homem quanto pra mulher, mas odeio quando falam que mulher fumando é mais feio que homem. É a mesma coisa. Agora quando o assunto chega na maconha eu acho bem interessante que conversando com homens que fumam não costumo me deparar com comentários de que mulher não deveria fumar porque isso é coisa de homem. Mas recebo essa opinião muitas vezes de meninas que não fumam e acham normal meninos fumarem mas têm aquela imagem preconceituosa de mulheres maconheiras. Eu entendo essa imagem porque por muitos anos escondí meu habito de fumar maconha de minhas amigas, mas depois desencanei quando percebí que muitas vezes eu as encontrava depois de ter fuamdo elas nem percebiam. Além disso descobri que algumas também fumavam maconha e escondinham isso também por receio da imagem de maconheira. Grande besteira nossa, o que importa é se sentir bem porque o que faz mal é a repressão e o preconceito que a marginalização criou em torno de quem se beneficia da maconha para relaxar, curtir, criar e ser mais feliz.
Hoje conheço muitas mulheres que fumam e se beneficiam dos efeitos da maconha na TPM e nas cólicas menstruais por exemplo, mas o que acho mais legal entre minhas amigas é o que cada uma gosta de fazer quando fumam. Tenho uma amiga largadona que gasta de fumar e assistir séries de TV por horas, outra amiga neurótica por limpeza que fuma sábado de manhã pra fazer a faxina e passa o dia fumando e limpando a casa. Tem a que fuma antes de malhar porque diz que os exercícios ficam mais agradáveis. Quase todas fumam antes de ir ao shopping fazer compras ou ao salão de beleza. Mas o que percebí pensando em como a maconha se encaixa na minha vida e na vida de minhas amigas é principalmente que ela nos faz rir muito quando fumamos juntas!